Jhon Meira Tallene, mais conhecido como Jhon Tallene, é filho de italianos e tem 66 anos, construiu na cidade de Coppos nos Estados Unidos da América, um invejável império valendo-se dos bens que sua família já tinha quando nasceu, e fez esse se multiplicarem muito. Apesar de saber o quanto Jhon é importante no mundo do crime e muito do que ele controla na cidade, nenhuma autoridade jamais chegou muito perto de detê-lo. Hoje ele tem orgulho do que fez e das “ajudas” que presta a sociedade.
Tom Fallin é um detetive de polícia que nasceu em Coppos e tem 45 anos e testemunha desde seu nascimento a ação da família Tallene na cidade. Como todos os outros habitantes, achava que era algo irremediável que os Tallene tivessem a cidade em suas mãos, mas um dia passou pela sua cabeça o quão melhor poderia ter sido a cidade com a condenação dos Tallene. Entrou então para a polícia e tornou-se depois de alguna anos em um profissional exemplar.
Mas o que acontece quando o homem mais poderoso da cidade chama o homem que lhe persegue há mais de dez anos para uma conversa, onde ele pretende revelar tudo o que seu inimigo quizer saber? Começa assim o Entrevista com Mafioso.
O Restaurante Foll Food ainda estava fechado, e ainda não havia batido as 7:00 am, quando Tom chegou, Jhon mandou um amigo revistá-lo e então Tom entrou. Jhon estava no fundo do ambiente, numa mesa à esquerda de quem entra, e fez com a cabeça para Tom achegar-se. O detetive o fez:
-Prazer, meu nome é Tom Fal…-ia dizendo o detetive quando foi interrompido.
-Você acha mesmo que eu não sei quem você é? Que escolhi Tom Fallin de olhos fechados, entre outros?
-Não senhor. – dizia Tom quando foi interrompido mais uma vez.
-O fato é que sei quem você é e por isso mandei te chamar. E se você não se incomoda, sente-se, detesto olhar para cima enquanto conveso. – E Tom sentou-se. – Vamos, faça perguntas! Não é isso que deseja fazer detetive? Pois então, o faça!
-A primeira delas senhor. – tom tomou um gole de água. – A primeira delas é a seguinte: porque? Porque o senhor convida a pessoa que mais se empenha em te pegar para uma conversa onde o seu inimigo pode ficar sabendo tudo sobre sua vida torpe?
-Sabe Tom, eu sabia que você agiria assim e para essa pergunta eu passei a noite tentando criar uma resposta e ela é a seguinte: eu quero que você mude sua opnião, e não falo de passar para o lado de cá, mas sim entender o por que de terem pessoas do outro lado. E acredite detetive, não se trata apenas de dinheiro, mulheres e carrões. Se trata do bem público, da cidade que amo, e talvez até de outras também.
-Pois então diga o que quizer dizer e veremos se me convencerá. – Tom agora agia como sempre: com arrogância. – Acredito que o senhor seja bom com as palavras, porém muitas coisas são inexplicáveis.
-Não meu amigo, quem fala agora é você, só responderei a perguntas feitas por você.
-OK, vamos lá então. Em primeiro lugar: o assassinato dos dois homens na praça de Shortlife tem alguma coisa a ver com seus negócios?
-Não, com os meus negócios não, mas sim com a minha cidade. Fiquei sabendo que a loja do seu pai foi assaltada mais uma vez não é?
-É, é verdade, mas então o senhor tem sim a ver com os assassinatos?
-Mas é claro! Você acha que eu deixaria os assaltantes do meu velho amigo Fallin perambulando pela minha cidade? Fazendo da cidade perigosa e temerária? É claro que não, você não precisa nem pensar, tudo o que eu faço é proteger a todos que moram aqui e nisso também eu sou muito bem sucedido.
-O que? Eu não posso acreditar! Aqueles homens eram os assaltantes da loja do meu pai?
-Muitas coisas são inexplicáveis, eram crianças que andavam erradas. Nós tentamos fazer deles pessoas melhores, porém eles não aceitam. E quem não aceita o bem na minha…errr, nossa cidade, deve morrer.
-Mais uma pergunat senhor. O senhor não tem medo de ser pego?
-Por quem, você?-perguntou o velho com um sorriso no rosto-Filho, você sabe muito bem que nunca irão me prender, se nem os meus netos eles conseguem manter na prisão.
-Não entendi, essa história de que o senhor não pode ser preso é um mito. A justiça sempre vence.
-É, concordo. Porém neste caso eu sou a justiça. Tente entender. Porque pegariam o criminoso mais procurado dos últimos tempos por mandato de homicídio se eles podem prender o mesmo cara por homicídio, seqüestro, extorsão, lavagem de dinheiro, entre outras coisas? Eles sempre vão esperar pelo maior crime, e depois vão tentar juntar tudo e me deixar na prisão até eu morrer. Mas isso nunca vai acontecer. Eu estou tanto tempo na ativa que posso dizer que mais da metade dos agentes da nossa polícia são meus, são poucos os que como você não se vendem.
-Voltando um pouco. O senhor acha que matar pessoas mesmo que más, sem dá-las a chance de se redimir perante o Estado é correto? É ajudar a população?
-Estou decepcionado! Será que você não entende? O que importa de verdade em qualquer cidade é feito por mim nesta cidade. O governo não se importa com uma cidade tão insignificante. Tudo o que existe de hospitais a escolas nessa cidade saiu do meu bolso. Feito por quem é do ramo é claro, os políticos, porém financiado por mim. E se não existe mais crime nessa cidade isso vocês devem a mim e mais ninguém.
-Como não existe crime? O que foi o assassinato dos homens na praça então? O senhor é um velhor hipócrita.
-Já basta. Não vou ouvir esse tipo de difamação de um moleque feito você! -Jhon fez sinal para um homem que acompanhava a conversa, e este retirou Tom da mesa e o colocou em outra um pouco distante.- Quando o menino inconseqüente que existe dentro do homem de verdade se acalmar nós voltaremos a conversar.
O garçon entregou água a Tom e o fez se acalmar com algumas ameaças.
Continua…